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Título: Depois do Zé Povinho, chegaram Os Figurões


Não há espaço para diminutivos na nova coleção de cerâmica da Fábrica Bordallo
Pinheiro. De Obama a Mário Soares, há cinco personalidades caricaturadas por António¹,
num «equilíbrio entre a sátira e a admiração».
Mário Soares com um cravo vermelho que faz as vezes de chapéu de chuva, Angela Merkel
vestida com as cores da Europa e com a águia da bandeira alemã no braço, o Papa Francisco
com o equipamento de guarda-redes do clube argentino San Lorenzo de Almagro, Eusébio
prestes a chutar o mundo e Obama com umas orelhas tão grandes que parecem asas. Estes
são os cinco «figurões» que a Fábrica Bordallo Pinheiro acaba de lançar em cerâmica, numa
nova coleção que «retrata as grandes personagens nacionais e internacionais do nosso tempo,
num divertido equilíbrio entre a sátira e a admiração». As palavras são de Lázaro Sousa,
presidente do conselho de gerência da Fábrica Bordallo Pinheiro, que apresentou a novidade
no salão nobre da Assembleia da República, em Lisboa.
As peças da coleção Os Figurões são acompanhadas por textos de João Quadros² e de Rui
Zink³, num casamento humorístico entre desenho, texto e cerâmica. A iniciativa, que deverá
dar origem a outras séries de personalidades, pretende assim «dar vida nova e continuidade à
genialidade de Rafael Bordalo Pinheiro na área da caricatura e da sátira social», diz Lázaro Sousa.
No tempo de Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905), que abriu a fábrica de faianças artísticas
nas Caldas da Rainha em 1884, o povo português ganhou o direito de ser representado
em figura de loiça, com o famoso Zé Povinho sempre de boca aberta perante mais e mais
impostos. «Rafael Bordalo Pinheiro é o ídolo de todos os cartoonistas portugueses e um dos
poucos autores que se aproximou de um patamar de genialidade», diz António, que aproveitou
dois cartoons que já tinha desenhado para o Expresso – o de Angela Merkel e o de Barack
Obama – e concebeu os restantes diretamente para cerâmica.
«A cerâmica acaba por ser uma síntese diferente do cartoon», diz o caricaturista ao
Observador. «A esmagadora maioria dos cartoons capta um momento específico, e por isso
não serve, não tem a durabilidade que se pede a uma peça de cerâmica. Pensar uma obra em
cerâmica é tentar fazer qualquer coisa que "segure” bem a personagem, sem ter em linha de
conta qualquer acontecimento preciso, envolvente ou momentâneo.»
Fonte:

Ana Dias Ferreira, Observador, 22 de julho de 2015. (Texto adaptado)

Notas:
  1. António – caricaturista que publica o seu trabalho em diversos jornais. 2. João Quadros – argumentista que escreve para televisão, teatro, cinema, rádio, jornais, etc. 3. Rui Zink – escritor e professor universitário.
Questão:
A expressão «Não há espaço para diminutivos» (linha 1) é uma referência irónica
Fonte: Exame Português 3º Ciclo - 2017, Época Especial
(A) ao autor da nova coleção de cerâmica da Fábrica Bordallo Pinheiro.
(B) ao número de peças que constituem a coleção *Os Figurões*.
(C) ao tamanho das peças que constituem a coleção *Os Figurões*.
(D) ao título da nova coleção de cerâmica da Fábrica Bordallo Pinheiro.


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