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Dificuldade: média
Além de oxigénio, de energia ou descanso, precisamos de muitos outros elementos
para viver. Por exemplo, o contacto com outras pessoas, que é capaz de nos proporcionar
desafios e experiências novas, ou – outro exemplo – a curiosidade. Mas, no meio de tudo
isto – comer, respirar, dormir, conversar, descobrir, aprender –, existe um território que
muitas vezes é visto como «um planeta à parte». Falamos de experiências que podem
acontecer quando ouvimos uma orquestra, lemos um livro, apreciamos uma paisagem
ou uma escultura. Ou seja, tudo aquilo a que se chama experiências estéticas e que
inclui não apenas sentir a beleza de qualquer coisa, mas também outras sensações e
sentimentos.
No entanto, muitos cientistas acreditam que, em última análise, o nosso cérebro
existe apenas para nos manter vivos e com melhores hipóteses de sobrevivência. Para
que servirão então experiências como aquelas que acabámos de descrever? Porque,
aparentemente, sobrevivemos sem música, sem paisagens bonitas, sem pinturas que
nos deixam a pensar... ou sem livros que nos transformam para toda a vida.
Ora, grande parte dos estudiosos acredita que a arte é capaz de nos transportar
para lugares distantes daqueles para onde as atividades do dia a dia nos transportam.
Como se apenas através dela conseguíssemos chegar a certo tipo de pensamentos
e emoções que não alcançamos quando calçamos os sapatos ou lavamos a loiça
(a não ser que estejamos distraídos a inventar um poema ou uma melodia). Um exemplo:
quando lemos um romance ou apreciamos uma pintura, os nossos neurónios levam-nos
a viver o que estamos a ler ou a ver, e isso faz-nos conhecer outras perspetivas do
mundo e fazer mais perguntas.
Além disso, as artes dão-nos a oportunidade de, pelo menos de vez em quando,
descansarmos da realidade, que pode ser cansativa, sempre a exigir ao cérebro que
a organize. Há quem diga que as grandes obras são aquelas que nos fazem sair da
realidade e de nós próprios, trazendo-nos, no regresso, já diferentes. E quanto mais uma
obra for capaz de nos fazer sair da realidade – entusiasmando-nos, interrogando-nos –,
maior é também a sua capacidade de nos fazer regressar à realidade com outro olhar,
outra força.
Fonte:

Isabel Minhós Martins, Maria Manuel Pedrosa e Madalena Matoso, Cá Dentro - Guia para Descobrir o Cérebro,Carcavelos, Planeta Tangerina, 2017, pp. 250-257. (Texto adaptado)

Questão:
Ao colocarem a hipótese apresentada entre parênteses (linha 19), as autoras usam a forma verbal «estejamos», que se encontra conjugada no
Fonte: Exame Português 3º Ciclo - 2024, 2ª Fase
A. futuro simples do conjuntivo.
B. futuro simples do indicativo.
C. presente do conjuntivo.
D. presente do indicativo.


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