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Dificuldade: fácil
O cérebro existe para podermos agir sobre nós próprios e sobre o que nos rodeia.
E ação significa quase sempre movimento. Os movimentos voluntários – aqueles que
fazemos porque assim o decidimos – envolvem várias áreas do cérebro, em especial
a espinal medula e o córtex motor, que, juntos, controlam centenas de músculos do corpo.
Uma ginasta faz um salto com pirueta vertical num minitrampolim, e o ginásio quase
vem abaixo. Um jogador de futebol faz uma jogada (impossível!) e põe o estádio de
pé. Um bailarino é tão, tão perfeito no seu movimento que comove a plateia. Só em
momentos como estes nos apercebemos do controlo de movimentos incrível de que
o corpo humano é capaz.
No entanto, todos nós somos capazes de proezas complexas. Tarefas simples como
atar os sapatos ou agarrar um copo de água exigem grande destreza, e só conseguimos
realizá-las porque o sistema nervoso central é mais incrível do que o mais incrível dos
computadores.
O mais espantoso em nós, seres humanos, é, porém, o modo como conseguimos
prever que movimentos serão necessários para executar uma ação. Ou seja, como
conseguimos controlar o corpo, o espaço, o tempo e as coisas inesperadas que
acontecem naquele preciso instante, muitas vezes, no meio de mil coisas que estão
a acontecer à nossa volta. Conseguimo-lo porque o nosso cérebro é imbatível em lidar
com situações imprevistas e também em distinguir entre informação relevante e ruído
que não interessa.
Quando agimos, comparamos a informação que estamos a receber no momento com
os dados que temos guardados dentro de nós e que resultam da nossa experiência
passada em situações semelhantes. Estas comparações são feitas a grande, grande
velocidade e permitem que o cérebro faça um cálculo de probabilidades e dê ordens
muito precisas aos músculos para agirem de acordo com elas. Depois, a cada instante,
reposicionamos os nossos movimentos de acordo com a resposta que recebemos
do exterior através dos sentidos.
Todos aprendemos que os sentidos são cinco. Na verdade, possuímos outros sistemas
sensoriais: há um sentido chamado proprioceção, palavra que deriva do latim e que
significa perceção de nós próprios, que nos informa acerca da nossa posição no espaço.
A proprioceção é intuitiva, sendo responsável por conseguirmos descer umas escadas
no escuro ou comer de olhos fechados. Por aqui se percebe como para os dançarinos
este sentido é indispensável!
Fonte:

Isabel Minhós Martins e Maria Manuel Pedrosa, Cá Dentro – Guia para Descobrir o Cérebro, Carcavelos, Planeta Tangerina, 2017. (Texto adaptado)

Questão:
Na expressão «que significa perceção de nós próprios» (linhas 29-30), o pronome «que» refere-se a
Fonte: Exame Português 3º Ciclo - 2022, 2ª Fase
(A) «outros sistemas sensoriais» (linhas 28-29).
(B) «um sentido chamado proprioceção» (linha 29).
(C) «palavra» (linha 29).
(D) «latim» (linha 29).


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