Observe a Figura 1 e leia o Texto A.
TEXTO A
O pintor já não precisa de se preocupar com pormenores insignificantes; para isso lá está a fotografia, que é melhor e mais rápida. Já não cabe à pintura representar acontecimentos históricos; esses encontram-se nos livros. Temos da pintura uma opinião mais elevada. Ela serve ao artista para ele exprimir as suas visões interiores. [...] Os professores das Belas-Artes costumam dizer: «Cinjam-se rigorosamente à Natureza!». Através de toda a minha carreira sempre me insurgi contra esta atitude, à qual nunca quis submeter-me. [...] [O meu caminho] foi sempre uma constante procura de possibilidades de expressão, para além da imitação fiel da Natureza. Os quadros dos impressionistas, feitos de cores puras, mostraram à geração seguinte que essas cores que se podem empregar para descrever fenómenos da Natureza, independentemente desses fenómenos, possuem em si próprias a força de aliciar os sentimentos do observador. [...] Aqui [em Gauguin e em Van Gogh] estão ideias originais: construir com superfícies de cor, procurar mais intensos efeitos de cor; o assunto é indiferente.
Henri Matisse, in Walter Hess, Documentos para a Compreensão da Pintura Moderna,
Lisboa, Livros do Brasil, s.d., pp. 71-74. (Texto adaptado)
Questão:
Analise o contributo do Fauvismo para a renovação da pintura no início do século XX, abordando os temas orientadores seguintes:
- contexto cultural e artístico;
- inovações formais e técnicas.
Na sua resposta, contemple um total de quatro aspetos relativos aos temas acima indicados, fundamentando-os com elementos visíveis na Figura 1 e com citações do Texto A.
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